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PRÁTICAS DE FLEXIBILIDADE CURRICULAR EM DIÁLOGO III

by Centro Formação Francisco de Holanda

Pages 4 and 5 of 171

Editor
Universidade do Minho. Instituto de Educação. Centro de Investigação em Estudos da Criança 
ISBN
978-972-8952-78-5
Copyright ©2022 pelo Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC). Instituto de Educação, Universidade do Minho
Todos os direitos reservados.
Portugal
www.ciec-uminho.org

Este trabalho foi financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do projeto do CIEC (Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho) com a referência UIDB/00317/2020.
Com o apoio:

Centro de Formação Francisco de Holanda
Escola Secundária Francisco de Holanda
Alameda Dr. Alfredo Pimenta
4814-528 Guimarães
cfaecffh@gmail.com
www.cffh.pt
FICHA TÉCNICA
Organização
Pintura e composição da capa
Salgado Almeida
Isabel Viana
Lucinda Palhares
Francisco Assis
Carla Cardoso
Maquetagem
Carla Cardoso e Francisco Assis
Propriedade e edição
Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho
http://www.ciec-uminho.org/index_pt.html
Autores
ISBN
978-972-8952-78-5
Clara Vasconcelos
Isabel Viana, Lucinda Palhares, Francisco Assis e Carla Cardoso
Rosa Maria Faria
Manuela Paredes e Conceição Guerra
Isabel Jantarada
Maria Arminda Machado e Francisco Assis
Pedro Cruz
Alexandra Amador e Helena Cardoso
Fernando Lopes, Francisco Pinto e José Fernandes
Maria Moreira
Paulo Prior
Celeste Marques, Elisabete Martinho, Paula Silva e Sandra Freitas 
Sofia Fernandes
Manuela Dias
Armanda Gomes e Mónica Sanfins
Benjamim Sampaio e Marco Mendes
Benjamim Sampaio
Camila Sousa e Nuno Casalta
Helena Alves
Aurora Oliveira
Teresa Ferreira
Fernando Marinho Gonçalves
Ana Ataíde
Todos os textos que integram esta obra são da exclusiva responsabilidade dos seus autores, respeitando a opção dos autores.
Todas as imagens, esquemas, fotografias e vídeos estão identificados com o Agrupamento de Escolas (AE) a quem pertencem e cumprem a legislação em vigor.
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Índice
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Prefácio, Clara Vasconcelos (Faculdade de Ciências da Universidade do Porto)

Apresentação, Isabel Viana (CIEC/UMinho), Lucinda Palhares (Diretora do CFFH), Francisco Assis (Representante AFC/CFFH), Carla Cardoso (Embaixadora Digital/CFFH)

Da Inovação Pedagógica às Práticas Educativas com Alma, Isabel Viana (CIEC/UMinho), Lucinda Palhares (Diretora do CFFH), Francisco Assis (Representante AFC/CFFH), Carla Cardoso (Embaixadora Digital/CFFH)

Documentos curriculares de ensino e aprendizagem - operacionalização em sala de aula: Estudo de Caso, Rosa Maria Faria (AEAMC)

Humaniz(Arte), Manuela Paredes e Conceição Guerra (AEFH)

Projeto Cantania, o currículo de educação musical à luz de uma cantata, Isabel Jantarada (AE Briteiros)

Trilho matemático digital com o MathCityMap: Um estudo no ensino secundário - Percursos de aprendizagem, na ESCT, Maria Arminda Machado e Francisco Assis (ESCT)

O plano nacional de cinema no AE de Pevidém - abordagens transdisciplinares, Pedro Cruz (AE Pevidém)

Avaliação pedagógica: síntese de um novo paradigma, Alexandra Amador e Helena Cardoso (AE Briteiros)

Projeto Moon Camp AEPAS, Fernando Lopes, Francisco Pinto e José Fernandes (AEPAS)

A dinamização de projetos: uma estratégia de desenvolvimento do PADDE no AEM, Maria Moreira (AE Montelongo)
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Índice
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Tabela Periódica Magnética em Blocos, Paulo Prior (ESCT)

Voleibol Gira no AET, Celeste Marques, Elisabete Martinho, Paula Silva e Sandra Freitas (AE Taipas)

Vulcões do Mundo, Sofia Fernandes (AE Prof. Carlos Teixeira)

Noite da Ciência, Manuela Dias (AE D. Afonso Henriques)

Refletir para melhorar, Armanda Gomes e Mónica Sanfins (AEDAH)

Construção de Valores com Práticas de Cidadania, Benjamim Sampaio e Marco Mendes (AESS)

A Aprendizagem dos Alunos como finalidade dos Processos Pedagógicos, Benjamim Sampaio (AESS)

I Jornadas do Ensino Profissional, Camila Sousa e Nuno Casalta (AEFH)

Da Escola para o Mundo, Helena Alves (AE Fafe)

Da janela da minha sala de aula …. vejo o mundo, Aurora Oliveira (AE Montelongo)

Caminhar pelo mundo com os próprios pés, Teresa Ferreira (AE Montelongo)

A história da pequena “Beatriz+”, Fernando Marinho Gonçalves (AE Montelongo)

Ambientes multissensoriais - Sala de Snoezelen, Ana Ataíde (AEFT)
PREFÁCIO
Clara Vasconcelos
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
O Centro de Formação Francisco de Holanda (CFFH), constituído em 21 de janeiro de 1993, é uma entidade formadora certificada/acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua.

Como Centro dirigido à formação contínua tem como principal missão a atualização permanente de competências profissionais e de saberes inovadores nas várias áreas disciplinares dos ensinos básico e secundário. É, assim, uma instituição com a pretensão de atualizar conhecimentos e capacitar os profissionais de ensino para uma prática inovadora, sustentada e articulada com os atuais desafios societais. Se em termos internacionais emergem temas a desenvolver nas escolas e para as escolas conectados com políticas e iniciativas europeias, o CFFH incide de forma dirigida nessas temáticas atuais, mas sempre assentes no curriculum nacional. Saliente-se as metodologias de ensino, algumas já não inovadoras, mas pouco praticadas nas escolas devido à falta de familiarização de docentes e alunos. Referimo-nos, por exemplo, ao ensino orientado para a aprendizagem por investigação, ao ensino dirigido para a aprendizagem baseada na resolução de problemas ou mesmo ao atual designado “jogo sério” apoiado em jogos computacionais e abordagens de simulação e/ou tecnologias que potenciam o desenvolvimento das competências digitais tão necessárias no século XXI.
No presente Ebook, entre outras temáticas, salientamos as abordagens de diversas áreas disciplinares através do estímulo à aprendizagem, do papel relevante das metodologias de ensino, do “Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória”, do conhecimento das “Aprendizagens Essenciais” e a abordagem a programas de recuperação das aprendizagens. Para além de temáticas de índole mais pedagógica as questões científicas são também alvo de referência. Assim, surgem temas como, por exemplo, o "Projeto Moon Camp AEPAS”, o “Trilho matemático digital com o MathCityMap: Um estudo no ensino secundário - Percursos de aprendizagem, na ESCT”, a "Tabela Periódica Magnética em Blocos " e “Refletir para melhorar”. No seu conjunto, estas reflexões/atividades potenciam uma visão alargada e atrativa na organização dos espaços escolares potenciadores de aprendizagens interativas, inclusivas e dinâmicas centradas nos alunos.

Estando em iminência uma reestruturação da formação inicial de professores e uma necessidade de atualização didática e científica dos docentes com vários anos de lecionação e de afastamento de formação académica, os centros de formação contínua terão certamente um papel fundamental a desempenhar no desenvolvimento profissional docente. O rigor científico e didático serão sempre a panaceia de um profissional docente de excelência exigindo-se uma formação, inicial e contínua, permanente e assente na inovação educacional.
APRESENTAÇÃO
Isabel Viana
CIEC/UMinho
Lucinda Palhares
Diretora/CFFH
Francisco Assis
Representante AFC/CFFH
Carla Cardoso
Embaixadora Digital/CFFH
Em Práticas de flexibilidade curricular em diálogo III (PFCD) desafiamos, de novo, os docentes das escolas associadas ao CFFH a construir conhecimento profissional, pela via da reflexão das suas práticas. Pretende-se, assim, sair da zona de conforto e dar visibilidade à experiência, disseminando-a, numa aprendizagem comum de nos movimentarmos em espaços de colaboração e partilha, impulsionadores de criatividade e de vontade de transformação, construindo uma profissionalidade esclarecida, democrática e proativa.

O colorido, a diversidade e, sobretudo, a convicção dos impactos, junto dos alunos, das atividades narradas, estão enformados pelos princípios consignados no perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória (PASEO) e concorrem, por certo, para a construção e sedimentação de uma cultura científica e artística de base humanista, nas nossas escolas.



Com o impulso das medidas da política educativa que recentemente têm sido implementadas (PASEO, ENEC –estratégia nacional de educação para a cidadania -, e à legislação que lhes veio dar as ferramentas/procedimentos de suporte – DL 54 e 55, de 6 de julho de 2018) a escola ganhou folego, a sala de aula abriu-se, o movimento centrípeto trouxe as crianças e os jovens para o lugar que elas devem ter na sua aprendizagem e percurso de vida académica. Os professores, esses, reinventaram-se, tornaram-se cúmplices no processo e ganharam força ao trabalhar com os seus pares.

São estas as evidências que emergem da leitura dos textos insertos nesta 3ª edição de PFCD, pouco sendo os textos que não estão alavancados no PASEO. Este documento, publicado em 2017, é o precursor da mudança, constituindo-se como matriz comum para todas as escolas e ofertas educativas no âmbito da escolaridade obrigatória (Cf. Preâmbulo do Despacho n.º 6478/2017, 26 de julho).

São muitas as questões, experiências e práticas educativas de sucesso que aqui se partilham. Nesta partilha, a inovação pedagógica parece afirmar-se como uma fronteira especial para melhor apropriar e explorar o conhecimento, as formas de melhor ensinar, conhecer e aprender, um processo complexo que é vantajoso conhecer. É um constructo que se liga aos sentidos, às emoções, que facilita ler o local e o global de forma integrada e crítica, valoriza as experiências de todos e cada um, favorece o autoconhecimento e, de forma essencial, desenvolve, com forte estímulo, as competências socioemocionais orientadas para o progresso social.
Como é que a inovação pedagógica pode fazer aquilo que se diz fazer e que esta publicação testemunha?

Uma reflexão abrangente, a flexibilidade curricular. Esta ideia de flexibilidade é que o currículo é adaptável à realidade local, considerando as experiências dos alunos no meio que os envolve, relacionando com o que acontece no mundo, com sentido de reconfiguração continuada. Estabelece conexões e interações úteis, compreensíveis, propiciando absorver e respeitar o ambiente e a comunidade que os circunda, facilitando a construção do conhecimento com sentido e significado, de forma responsável, crítica, criativa, dialogante e partilhada. É importante relembrar que todos convivemos com a diversidade cultural, com a nossa própria diversidade interior, sermos pessoas, afirmarmo-nos pessoas, torna-nos não anónimos e responsabiliza-nos, conosco próprios e com o coletivo.
Os leitores desta publicação, em particular, professores, educadores, alunos, diretores, responsáveis políticos e famílias, terão vontade de conhecer melhor o que a escola realiza com qualidade, alegria e orgulho, o quê? Para quê? Com o quê? Com quem? Onde? Quando?

Certamente, com a leitura desta publicação, numa vida tão dinâmica e intensa como o é na atualidade, envolta de sofisticado desenvolvimento científico, tecnológico, informacional e humano, com grande foco nas neurociências, o cérebro em ação, poderá encher-se de jubilo. Por um lado, pelo progresso que as diferentes práticas relatadas, e respetivas reflexões, testemunham, por outro, por permitir compreender e agarrar o progresso e qualidade que as práticas educativas podem alcançar através de uma inovação pedagógica que se paute pela flexibilidade curricular em diálogo.
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