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by ANA PAULA GEREMIAS DA SILVA

Pages 2 and 3 of 6

1ºE: ANA PAULA, ANDRÉ, BRENO M. E BRENO A.
BALEIA DE GRACILIANO RAMOS
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Este conto traz a história de uma cadela que estava prestes a morrer. Pelos caídos, manchas e machucados haviam em sua pele. A sua boca inchada dificultava bastante na sua alimentação. Então Fabiano e Sinhá Vitória, seus donos, resolveram matar a baleia para reduzir seu sofrimento.
Quando Fabiano começou a preparar a arma, seus filhos ficaram inquietos, afinal, Baleia era parte da família, era querida por todos. Sinhá Vitória, para acalmar os meninos, levou-os ao quarto e tampou-lhes o ouvido. Fabiano deu um tiro na parte traseira de Baleia, que saiu chorando e arrastando-se para longe dele.
Ela tentou chegar ao local em que se sentia confortável, porém não conseguiu. Estava cansada demais para isso. Parou no caminho e ficou pensando várias e várias vezes em morder Fabiano, mas chegou à conclusão de que não conseguiria, pois ele era seu dono, e apesar de tudo, ela o amava. Em meio a toda essa confusão, Baleia deitou-se e sonhou com um mundo de preás gordos e enormes.
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Personagens e suas características:

FABIANO – vaqueiro rude e lacônico. É o chefe da família dos retirantes. O nome do personagem já indica rusticidade e rudeza.
SINHÁ VITÓRIA – mulher de Fabiano. É um pouco mais dotada de conhecimentos do que o marido, pois ainda consegue, por meio de métodos rústicos, fazer contas. Humilde, seu maior sonho é ter uma cama.
O MENINO MAIS VELHO E O MENINO MAIS NOVO – filhos do casal. Por não terem o nome citado pelo narrador, os dois personagens acabam sendo caracterizados por causa dos pais. Essa falta de pessoalidade no tratamento é eloquente, pois batiza os garotos com a impessoalidade.
BALEIA – personagem curiosa. É a cadela da família, que no meio de personagens animalizados, acaba por sofrer o processo inverso, de humanização. Baleia, assim, demonstra um comportamento humano em muitas passagens, sobretudo no momento de sua morte.

O conto Baleia é uma obra-prima da literatura brasileira, pois consegue emocionar o leitor com uma história simples e trágica, mas também profunda e simbólica. O autor utiliza uma linguagem enxuta e precisa para retratar a realidade dura e cruel do sertão nordestino. Ao mesmo tempo, ele cria uma personagem inesquecível que transcende sua condição animal e se torna um símbolo de amor, esperança e resistência. Baleia é a personagem mais humana da obra, pois expressa os sentimentos que os outros personagens reprimem ou não conseguem manifestar. Ela também é a única que sonha com um mundo melhor, onde possa viver feliz com sua família.
Mas o que aconteceu com Baleia? Ela morreu ou ela dormiu? Após fazer esses questionamentos, resolvi reler o conto, mas, novamente, não entendi. Depois de pesquisar em alguns sites, cheguei à conclusão de que o autor deixou o final de acordo com interpretação do leitor. De tal modo, há quem diga que Baleia morreu, e há quem diga que ela apenas adormeceu e sonhou por estar muito cansada.
Graciliano Ramos foi um renomado escritor brasileiro do século XX. Ele nasceu em 27 de outubro de 1892 em Quebrangulo, Alagoas, e faleceu em 20 de março de 1953. Ramos é conhecido por suas obras que exploram questões sociais e políticas do Brasil, como "Vidas Secas" e "São Bernardo". Além de escritor, ele também teve atuação política, tendo sido prefeito de Palmeira dos Índios. Sua escrita é marcada pela linguagem concisa e pela análise profunda da condição humana.

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