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Manuel Bandeira

by Carla Ravaneda

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Manuel Bandeira
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Melhores poemas
Biografia de Manuel Bandeira

Manuel Bandeira (1886-1968) foi um poeta brasileiro. "Vou-me Embora pra Pasárgada" é um dos seus mais famosos poemas. Foi também professor de literatura, crítico literário e crítico de arte.
Os temas mais comuns de sua obra são: a paixão pela vida, a morte, o amor, o erotismo, a solidão, o cotidiano e a infância. Foi um dos maiores representantes da primeira fase do Modernismo.
Primeiros Poemas Publicados
Em 1917, Manuel Bandeira publicou seu primeiro livro, A Cinza das Horas, de nítida influência Parnasiana e Simbolista, onde os poemas são contaminados pela melancolia e pelo sofrimento, como no poema Desencanto. Dois anos depois, publicou Carnaval (1919), cujos poemas prenunciavam os valores de uma nova tendência estética, o modernismo.
Primeira Fase Modernista
Em 1921, Manuel Bandeira conheceu Mário de Andrade e através deste, colaborou com a revista modernista Klaxon, com o poema Bonheur Lyrique. Morando no Rio de Janeiro, sua participação no Movimento Modernista foi sempre a distância.
Para a Semana de Arte Moderna de 1922, enviou o poema Os Sapos, que lido por Ronald de Carvalho, tumultuou o Teatro Municipal, com vaias e gritos. O poema satiriza os princípios do parnasianismo, com um deboche agressivo dirigido à métrica e à rima desses poemas:
Os Sapos 
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos. (...)
Manuel Bandeira foi cada vez mais se engajando no ideário modernista. Em 1924, publica Ritmo Dissoluto. A partir de 1925, escreve crônicas para jornais onde faz críticas de cinema e música.
Em 1930, Manuel Bandeira publicou Libertinagem, obra de plena maturidade modernista, onde se destacam os poemas: O Cacto, Pneumotórax, Evocação ao Recife, onde tematiza a infância fazendo uma descrição da cidade do Recife no fim do século XIX, e Vou-me Embora pra Pasárgada, uma espécie de autobiografia lírica
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