Book Creator

Minha formação profissional !

by Eliane Friolin

Pages 2 and 3 of 13

MINHA FORMAÇÃO PROFISSIONAL
.
Memorial Formativo Digital
Loading...
Loading...
Loading...
MINHA FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Loading...
Disciplina: Reflexões Sobre a Prática Profissional II
 
Professora Formadora: Lívian Lino Netto
 
Aluna: Eliane Friolin
 
Loading...
Minha Formação Profissional
   O Curso Multimeios Didático do Profuncionário fez com que eu, Eliane G. Friolin, nascida em 03 de março de 1978, trouxesse a tona muitas lembranças e refletisse sobre minhas experiências e práticas de formação profissional. Nessa minha trajetória educacional primeiramente na infância mesmo sendo tímida (em relação à expressão verbal) meu mundo foi colorido onde o sonho e a fantasia caminhavam e caminham comigo até hoje, percebo isso enquanto escrevo, interpreto um personagem, sinto a música, danço. Para tudo eu usava a imaginação! Lembro – me de cada personagem dança canto da minha educação infantil e anos iniciais. Em meados dos meus 7, 8 anos lembro – me que gostava de brincar de dar aula, minha referência, uma tia (Nara), o orgulho da família, uma família de classe baixa em que sua mãe trabalhava de empregada doméstica pagará seus estudos, pois na época não existia curso gratuito para formação docente.
      Minha tia no auge de sua carreira, feliz foi lecionar na zona rural de nossa cidade, em meio a acontecimentos importantíssimos para nossa sociedade, a promulgação da Constituição Federal, em 1988, a chamada “Constituição Cidadã” transformou o cenário político e social após a queda do militarismo, apresentando à população a democracia tal como é conhecida até os dias de hoje. Eu, criança ouvia sem compreender sobre os benefícios dessa maravilhosa constituição. Que resguardou direito passou-se a observar com mais humanidade aquele que exercia alguma atividade laborativa, em seu artigo 5º, o qual apresenta ao povo brasileiro os direitos essenciais à sociedade brasileira, no artigo 7º desta Carta foi o anúncio de uma série de conquistas entre direitos e garantias no âmbito trabalhista que ainda estavam por vir. Nele estão contidos, por exemplo, a proteção ao salário na forma da Lei, a jornada de trabalho, o repouso remunerado e tantos outros.
 
   Cada um desses direitos integrados à Constituição Federal, principalmente, os compreendidos nos primeiros capítulos, são considerados fundamentais à vida digna do homem e, como se caracterizam como fundamentais, são únicos e indisponíveis, de forma que não se pode dispor ou abnegar deles.
     Essa era a realidade social, contexto em que eu estava inserida, gostava de ir escola e costumava a brincar de dar aulas aos irmãos e amigos, era como uma força da natureza, mudança constante, descobertas, o próprio Devir Humano. Logo ao terminar meu ensino fundamental em 1992, no ano seguinte meu pai foi me matricular na escola Liberato Salzano Silveira da Cunha, a escola oferecia além do ensino médio normal, contabilidade e o magistério, ele queria que eu cursasse contabilidade, mas toda minha vivência, as mudanças que foram acrescidas na minha personalidade fez com que eu Tomasse consciência da minha voz interior e reconhecer que a docência seria minha área de atuação.
   Como já citei, na atividade Memorial de aprendizagem que o curso em si, me fez evocar, lembrar sobre minha trajetória escolar e o quanto esses fatos me tornaram o que sou hoje, no magistério aprendendo o ócio do ofício, (novas metodologias e novos recursos essenciais na motivação dos alunos pela aprendizagem), e muito mais, grande oportunidade de crescer como ser humano, perder medos, temores, criar autonomia comecei a entender quais eram os motivos que me fizeram escolher essa profissão. 
Juntamente do meu crescimento e mudanças, mudava as leis educacionais. Como por exemplo: A busca de construção de uma identidade única que congregasse todos trabalhadores da educação, lutas sindicais em tempos que persistem até hoje, tendo como sua mais recente expressão a aprovação da Lei no 12.014 de 06 de agosto de 2009, que altera o art. 61 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, com a finalidade de discriminar as categorias de trabalhadores que se devem considerar profissionais da educação.
    Entre 1998 até 2007 fui me qualificando fazendo cursos, Educação Infantil, Artes em Educação, Contador de História, seminários e tantos outros voltados para minha docência. Minha graduação chegou em 2009, depois de eu prestar vestibular na Unipampa para o curso de Licenciatura em educação do Campo, pela universidade Federal de Pelotas UFPEL, modalidade à distância, foram tantos anos sem condições financeiras para pagar minha faculdade, e logo que me formei no magistério as oportunidades de ingressar em uma faculdade Federal era muito difícil uma realidade que retratava nosso passado, história sobre a educação brasileira que vinha de muitos anos atrás que começará no Brasil colônia o surgimento das universidades para a formação de professores foi tardio, em decorrência da falta de interesse do governo português em criar universidades em terras brasileiras por causa da preocupação política em criar uma educação que despertasse a mente crítica dos indivíduos, pensamento cultivado até os dias atuais, onde o cenário começou a mudar por conta das políticas públicas implantadas nas últimas décadas.
    Nessa minha trajetória educacional, houve descobertas intrínsecas e extrínsecas. Um mundo inovador, onde aprendi o que nunca imaginaria aprender no curso de licenciatura em Educação do Campo. Na disciplina Relações Interpessoais do curso tive a oportunidade de conhecer a técnica da autobiografia e com ela pude relatar um pouco de mim, do meu processo formativo, incluindo as etapas de minha experiência escolar desde a educação infantil até aquele momento. Como agora nesse curso maravilhoso, Multimeios Didáticos através das disciplinas resgatou nossas memórias, resgatando todo esse aprendizado, em outro contexto que nós faz refletir, valorizar coisas deixadas para trás como, lutas travadas por dignidade, trabalho digno, deveres e direitos, metodologias, a importância do registro para nossa formação, em prol a transformação. Nesse segundo ano de curso não foi diferente o aprendizado excelente de qualidade, ampliando meus conhecimentos, principalmente na disciplina Reflexões sobre a Prática Profissional II que instigou a pensar nesse momento delicado em que estamos passando em que torna nossa sociedade mais vulnerável. Um dos temas que chamou atenção foi às reflexões, obra do filósofo coreano Byung-chul Han – A sociedade do cansaço, onde ele compara dois tipos de sociedade (sociedade moderna e sociedade do cansaço) em seu livro que fala da existência de uma autoridade externa exigindo um dever, agora ao invés de termos uma sociedade do controle, temos uma sociedade do desempenho depositando no individuo a sua própria gestão, criando assim, a autogestão e o poder ilimitado para sua ação, o indivíduo na sociedade do desempenho é chamado a todo o momento para agir, produzir e firmar sua positividade frente aos outros, de firmar sua existência acima de tudo, e como ele fará isso?
De modo multitarefa, fazendo várias coisas ao mesmo tempo, a questão é que a atenção não será mais profunda; característica da sociedade anterior, mas superficial, rasa, rápida, a hiperatenção é combinada com a hiperatividade, à hiperatividade impede o indivíduo a aceitar o tédio como etapa da produção, o fato de ser chamado à atividade a todo o momento faz com que ele desenvolva uma reação hiperativa, levando o indivíduo a uma exaustão, um cansaço crônico que aflige na própria constituição do ser, “afirmar ser para ser de verdade”; a sociedade do cansaço também é uma sociedade de indivíduos isolados em sua própria afirmação, um cansaço solitário, um cansaço no qual eu devo destruir o mundo dos outros para me firmar, por tanto quando eu consigo firmar o meu eu não sobra mais nada a não ser eu, isolado, sozinho, único e cansado. 
A sociedade do cansaço mostra a realidade da nossa sociedade em que o ser humano está sendo desvalorizado, priorizando à quantidade, menos qualidade, onde o normal é produzir mais em menos tempo, sem aumento salarial, um retrocesso, perda do que já foi conquistado. A presença do neoliberalismo cada vez mais excessiva, em que a educação para o neoliberalismo desloca-se do campo social para o político econômico, estando à educação a preparar mão de obra, força de trabalho qualificada, e o indivíduo apto para a competição no mercado.
A importância fundamental de olharmos para as coisas de maneira diferente daquela que estamos acostumados na vida cotidiana, mas sim olharmos numa perspectiva mais vasta que possibilite conhecer a si mesmo, refletir e analisar-se, analisando nossas ações se estão indo de encontro ao que queremos e desejamos alcançar. Nós professores devemos refletir nossa prática educativa, interrogar sobre as finalidades da educação; fazer a reflexão política, qual é o significado e funções da instituição escolar? Fazer a reflexão epistemológica/interdisciplinar, atuando como agente crítico em relação ao nosso próprio saber, para o entendimento do próprio pensamento e para a elaboração de metodologias facilitadoras da ação, abrindo os horizontes e agir.
Segundo Paulo Freire, é pensando a prática que se é capaz de melhor compreender o que se faz e assim preparar-se para uma prática melhor, percebendo teoria e prática, jamais isolada uma da outra, mas uma relação de processo em que pensar a prática é a forma de aproximação do ato de e se pensar certo.
Assim, através da disciplina Reflexões sobre a Prática Profissional II do curso Multimeios Didáticos aprendi e estou aprimorando a reflexão sobre a ação e que ela pode ser considerada uma estratégia importante para a docência, uma vez que autoriza encontrar caminhos para o aprimoramento da prática e descobrir acertos e erros do trabalho educacional para construir novos rumos de exercer ação, há que se considerar sua importância na docência como auxílio que possibilita ao professor modificar opinião, ideia e atitudes sobre o ensino. 
PrevNext