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Código da Inteligência

by Samir Sayd

Pages 2 and 3 of 9

Comic Panel 1
CÓDIGO DA INTELIGENCIA
Inteligência social aplicada
Em Breve
Samir - capud (Augusto Cury).
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Prefácio
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O código da inteligência é um livro que descreve de maneira instigante
e simplificada o complexo processo de formação de pensadores.
Que códigos foram decifrados e fizeram algumas pessoas sair do rol
das comuns e as levaram a expandir o mundo da matemática, da física,
da filosofia, da espiritualidade, da política e das relações sociais? Que
códigos foram decifrados e ajudaram profissionais a se destacar no teatro
empresarial? Que códigos foram desenvolvidos e tornaram seres huma
nos criativos, solidários, generosos, cativantes e saturados de prazer?
Alguns estudantes decifram determinados códigos da inteligência que
os transformam em empreendedores, debatedores de ideias e construto
res de conhecimento. Outros, embora tirem excelentes notas na escola,
não os decifram e tornam-se meros repetidores de ideias.
Decifrar esses códigos é fundamental para conquistarmos saúde psí-
quica, relações pessoais, criatividade, eficiência profissional e prazer de
viver. Infelizmente, as escolas e as universidades não levam seus alunos a
desvendá-los e colocá-los em prática.
Neste livro, Augusto Cury – psiquiatra, pesquisador de psicologia e
autor de uma importante teoria sobre o funcionamento da mente – des
venda os códigos da inteligência sob enfoques psicológico, filosófico,
psicopedagógico e sociológico.
O autor indaga “Em que espaço se ensina a decifrar o código do filtro
dos estímulos estressantes? Onde se educa a capacidade do eu como ges
tor psíquico? Em que instituição se aprende o código da resiliência para
superar adversidades? E o código do altruísmo e da intuição criativa, onde são decifrados?” E ainda afirma: “Somos uma sociedade doente
que tem formado pessoas doentes.”
Augusto Cury também discorre sobre as quatro armadilhas da mente
humana que bloqueiam a inteligência, asfixiam a emoção e abortam a
execução dos projetos de vida. Além disso, aborda os hábitos dos bons
profissionais e os compara com os hábitos dos profissionais excelentes
que sabem decifrar os códigos da inteligência.
Ao longo do texto, são destacados vários pensamentos garimpados
de alguns dos mais de vinte livros do autor. Esperamos que você decifre
e aplique os códigos da inteligência em todos os espaços sociais da sua
vida. Boa leitura.
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Tito, o general romano encarregado de construir o Coliseu, sentia
orgulho porque seu exército era o único que se preparava para a guerra
em tempos de paz e treinava seus soldados durante o ano inteiro. Era
o mais eficiente. Com ele, Tito devastou Jerusalém no ano de 70 d.C.,
causando atrocidades inimagináveis, levando dezenas de milhares de
cativos a Roma. Em meio às lágrimas e ao sangue dos cativos, o grande
general construiu monumentos que até hoje estão de pé.
O treinamento antes exigido pelos exércitos e por algumas poucas
áreas da sociedade hoje permeia todos os setores. Estamos na era do
treinamento. Treina-se para praticar esportes, andar, dançar, calcular,
escrever, contar histórias, encenar uma peça. Treina-se para dirigir veí-
culos, pilotar aviões, operar máquinas. Treina-se para falar em público,
usar computadores, elaborar programas, administrar empresas, executar
projetos. Treina-se para tomar vinho, apreciar uma obra de arte, obser
var a qualidade dos produtos.
Tudo parecia perfeito na era do treinamento, mas, ao olhar para as
mazelas psíquicas e sociais do mundo moderno, constatamos que come
temos um erro gravíssimo. Esquecemos de realizar o mais importante
treinamento: decifrar e aplicar os códigos da inteligência. Sem eles não
podemos desenvolver nosso imaginário, nossa capacidade de superação
e nossas potencialidades intelectuais.
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Introdução
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Tito, o general romano encarregado de construir o Coliseu, sentia
orgulho porque seu exército era o único que se preparava para a guerra
em tempos de paz e treinava seus soldados durante o ano inteiro. Era
o mais eficiente. Com ele, Tito devastou Jerusalém no ano de 70 d.C.,
causando atrocidades inimagináveis, levando dezenas de milhares de
cativos a Roma. Em meio às lágrimas e ao sangue dos cativos, o grande
general construiu monumentos que até hoje estão de pé.
O treinamento antes exigido pelos exércitos e por algumas poucas
áreas da sociedade hoje permeia todos os setores. Estamos na era do
treinamento. Treina-se para praticar esportes, andar, dançar, calcular,
escrever, contar histórias, encenar uma peça. Treina-se para dirigir veí-
culos, pilotar aviões, operar máquinas. Treina-se para falar em público,
usar computadores, elaborar programas, administrar empresas, executar
projetos. Treina-se para tomar vinho, apreciar uma obra de arte, obser
var a qualidade dos produtos.
Tudo parecia perfeito na era do treinamento, mas, ao olhar para as
mazelas psíquicas e sociais do mundo moderno, constatamos que come
temos um erro gravíssimo. Esquecemos de realizar o mais importante
treinamento: decifrar e aplicar os códigos da inteligência. Sem eles não
podemos desenvolver nosso imaginário, nossa capacidade de superação
e nossas potencialidades intelectuais.
Comic Panel 1
Memória superutilizada e códigos da inteligência subutilizados

Deveríamos decifrar esses códigos com a mesma energia que o ga
rimpeiro penetra nas rochas à procura do ouro, com o mesmo afinco
que o cirurgião corta a pele para desnudar tecidos ocultos, com a mes
ma garra que o sedento procura água para saciar sua sede nos tépidos
desertos.
O senso comum acredita que a memória é subutilizada. Uns creem
que usam apenas 10% dela, outros, 20% e ainda outros acreditam usar
um pouco mais da memória. Mas esse pensamento popular é ingênuo,
simplista e, portanto, precisa ser corrigido. A memória é seletiva. Além
disso, abre e fecha dependendo da emoção que vivenciamos em deter
minado momento.
As emoções tensas, fóbicas e apreensivas fecham as janelas da memó-
ria; as emoções prazerosas, desafiadoras e serenas as abrem. Apesar de
as emoções serenas abrirem as janelas, a memória ainda assim é seletiva,
pois não expõe todos os seus arquivos.
Já pensou se não fosse assim? Qualquer palavra como “carro”, “avião”,
“amigo”, “inimigo” ou “medo” nos levaria a acessar milhões de dados
que temos arquivados relativos a ela, saturando nosso intelecto. Nosso
córtex cerebral não suportaria tantas informações. Notem que quando
temos preocupações fixas, pensando obsessivamente em determinado
assunto, ficamos desgastados, acordamos fatigados, sem energia.
A seletividade da memória objetiva protege nossa mente contra o con
gestionamento de pensamentos, imagens mentais e ideias. Apesar disso,
se observarmos nossa mente, perceberemos que utilizamos a memória
em excesso, por isso pensamos demais e nos desgastamos em demasia,
gerando a síndrome do pensamento acelerado (SPA) (Cury, 2004).
Emoções flutuantes, pensamentos antecipatórios e muitos compro
missos fazem parte do cardápio de um ser hiperpensante. Se as pessoas
usassem a memória de forma mais racional, desgastariam menos seu
cérebro, acordariam mais bem-dispostas, elogiariam mais o dia que de-1 3
sabrocha e criariam mais oportunidades para conquistar quem amam
a fim de ter gestos únicos, reações inesperadas, atitudes deslumbrantes.
A memória, que já é seletiva, pode ser ainda mais bloqueada pelo es
tresse intenso, o qual, por sua vez, bloqueia o código da intuição criati
va, fazendo o Homo bios, o instinto, prevalecer sobre o Homo sapiens, a
capacidade de pensar.
Memória superutilizada e códigos da inteligência subutilizados

Deveríamos decifrar esses códigos com a mesma energia que o ga
rimpeiro penetra nas rochas à procura do ouro, com o mesmo afinco
que o cirurgião corta a pele para desnudar tecidos ocultos, com a mes
ma garra que o sedento procura água para saciar sua sede nos tépidos
desertos.
O senso comum acredita que a memória é subutilizada. Uns creem
que usam apenas 10% dela, outros, 20% e ainda outros acreditam usar
um pouco mais da memória. Mas esse pensamento popular é ingênuo,
simplista e, portanto, precisa ser corrigido. A memória é seletiva. Além
disso, abre e fecha dependendo da emoção que vivenciamos em deter
minado momento.
As emoções tensas, fóbicas e apreensivas fecham as janelas da memó-
ria; as emoções prazerosas, desafiadoras e serenas as abrem. Apesar de
as emoções serenas abrirem as janelas, a memória ainda assim é seletiva,
pois não expõe todos os seus arquivos.
Já pensou se não fosse assim? Qualquer palavra como “carro”, “avião”,
“amigo”, “inimigo” ou “medo” nos levaria a acessar milhões de dados
que temos arquivados relativos a ela, saturando nosso intelecto. Nosso
córtex cerebral não suportaria tantas informações. Notem que quando
temos preocupações fixas, pensando obsessivamente em determinado
assunto, ficamos desgastados, acordamos fatigados, sem energia.
A seletividade da memória objetiva protege nossa mente contra o con
gestionamento de pensamentos, imagens mentais e ideias. Apesar disso,
se observarmos nossa mente, perceberemos que utilizamos a memória
em excesso, por isso pensamos demais e nos desgastamos em demasia,
gerando a síndrome do pensamento acelerado (SPA) (Cury, 2004).
Emoções flutuantes, pensamentos antecipatórios e muitos compro
missos fazem parte do cardápio de um ser hiperpensante. Se as pessoas
usassem a memória de forma mais racional, desgastariam menos seu
cérebro, acordariam mais bem-dispostas, elogiariam mais o dia que de-1 3
sabrocha e criariam mais oportunidades para conquistar quem amam
a fim de ter gestos únicos, reações inesperadas, atitudes deslumbrantes.
A memória, que já é seletiva, pode ser ainda mais bloqueada pelo es
tresse intenso, o qual, por sua vez, bloqueia o código da intuição criati
va, fazendo o Homo bios, o instinto, prevalecer sobre o Homo sapiens, a
capacidade de pensar.

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