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Caderno das Letras

by Maria da Luz Câmara

Pages 2 and 3 of 130

Agrupamento de Escolas Martim de Freitas
#Grupo de Português
#Professores Titulares de Turma
#Biblioteca Escolar
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Crescem as palavras...

Escrever é um ato individual ditado pela imaginação. Aprende-se a escrever, ouvindo, lendo, escrevendo.
Para se gostar de escrever é preciso que o ato da escrita resulte de uma escolha própria e não de uma imposição.
E, assim, timidamente, o texto nasce: começa por ser apenas algumas palavras, quase perdidas, meio tímidas nas mãos de uma criança. Depois, ganham confiança, crescem, maturam-se. De repente, já não são palavras soltas! Libertam-se do medo e desaguam tranquilamente em frases prenhes de sentido.
 Crescem as palavras e o menino escritor descobre a beleza de dar forma ao pensamento através delas e percebe o  poder e a força inimagináveis que estas têm em si e nos outros.

Biblioteca Escolar
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O Livro

Era uma tarde de verão,
E a seca dominava,
Não me apetecia desenhar
Na tv não dava nada.

Fui contra uma estante,
Um livro caiu,
Como era tão velho
A capa saiu!

Abri o livro
E comecei a observar,
As imagens eram fixes
E a história espetacular!

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Aquilo despertou-me a imaginação.
De repente estava numa aventura,
Num mundo muito estranho.
Era mesmo uma loucura!

O que não parecia importante,
Foi a melhor coisa de sempre,
Fui um pirata a navegar,
O livro abriu-me a mente!

Passei a tarde a lê-lo,
Aquilo foi do melhor,
Fui um herói fabuloso
E um bandido do pior!

Agora vou contra a estante,
Nunca sei o que escolher,
Só sei que me faz feliz,
Qualquer livro que vá ler.

Guilherme Faria, n.º9, 6.ºD
TEXTOS NARRATIVOS
A árvore da amizade


Numa aldeia pequena vivia-se o Natal. Dois irmãos esquilos, Vivo e Válter, decoravam a árvore das memórias com bolas brilhantes e estrelas douradas. A árvore das memórias significava muito para eles, pois cada ramo continha uma memória.
Eles sentiam-se sempre muito tristes porque a sua mãe tinha morrido. Era por isso que aquela árvore era especial.
Vivo é o irmão mais novo, gosta de ler e desenhar, é
pequenino e esperto. A sua cauda é enrolada e longa como a do seu pai e gosta muito de ajudar os seus amigos. Válter, embora sendo o mais velho, era mais frágil e sensível.
De repente, o pai chamou os irmãos para almoçar.
Valter e Vivo correram os dois a empurrarem-se um contra o outro para ver quem era mais rápido.
Comeram o almoço deliciados. Momentos depois, voltaram ao jardim… a árvore tinha desaparecido!
Vivo ficou zangado e Valter desanimado. Eles tinham de fazer alguma coisa! Vivo correu à procura da árvore e Valter foi atrás dele.
Entretanto, já estavam perdidos na floresta.
De repente… ouviram um grito fininho. Era um ratito que estava pendurado numa árvore.
Valter, preocupado, apressou-se a ajudá-lo. Quando já
estavam totalmente seguros, o ratito agradeceu:
- Obrigado por me ajudarem!
- De nada - respondeu Valter orgulhoso.
- Como é que ficaste pendurado? - perguntou Vivo
preocupado.
- Bem… o vento era tão forte, que me levou, e fiquei
pendurado num ramo respondeu o ratito assustado.
- Adeus! - disseram Valter e Vivo ao mesmo tempo.
A noite caía e fazia frio. Vivo procurava a árvore das memórias quando ouviu um estrondo. Vivo e Valter correram o mais depressa possível.
Assim que chegaram, viram uma casa caída no meio da neve gélida e transparente.
De repente… uma voz suave gritou:
- Ajuda! Ajuda!
- Vamos ajudar! - exclamou Vivo, apressando-se a tirar a tábua que estava em cima do animal.
- Obrigada! - agradeceu a raposa.
- Não voltes a cair! - avisou Valter.
Vivo e Valter voltaram para casa e, ao verem que a árvore das memórias estava lá, ficaram espantados, pois os irmãos nem adivinhavam que tinham sido aqueles dois animais que lhes tinham trazido de volta a árvore de Natal especial.
De repente, apareceram o ratito e a raposa, e festejaram aquele momento de partilha e de interajuda.
Então, Vivo e Valter perceberam que a amizade faz grandes coisas. Era o melhor presente de Natal que podiam ter, amigos.

Amélia Reis, n.º 2, 4.ºA  
Uma aventura de Natal

Era uma vez dois irmãos que se chamavam Guida e João. A Guida tinha os cabelos cacheados e dourados como o sol, olhos azuis como o céu e um doce e iluminado sorriso. O seu irmão, João, era um menino como se diz «com bichos carpinteiros», astuto e divertido.
Os dois irmãos andavam muito tristes, pois o Natal estava a chegar e a neve não pintava de branco a paisagem.
- O que estás a fazer? Não está a nevar! - perguntou o João intrigado.
- Estou a fazer um boneco de neve, mas com terra, ou seja, um boneco de terra! - exclamou a Guida, divertida.
Começaram os dois a fazer um boneco de terra, até que, de repente, a mãe chamou-os para irem lavar as mãos, porque o jantar estava pronto. Depois de jantarem, foram para a cama.
João ouvia barulhos estranhos e foi ver à janela, e o que viu foi um espanto. Foi chamar a irmã. Viram o seu boneco de terra a transformar se num boneco de neve que ganhou vida, e começou a nevar.
Lá no céu, aproximava-se o trenó do Pai Natal. O boneco de neve subiu para o trenó e o Pai Natal perguntou aos irmãos:
- Querem ajudar-me? Pois tenho muitas prendas, e já estou atrasado. Só deixei em  Espanha e aqui.
Os irmãos disseram logo que sim, e foram pôr as suas prendas debaixo da árvore. Foram ajudar o Pai Natal. Assim que acabaram, foram para casa, só dormiram mais duas horas, pois a mãe chamou-os para irem abrir as prendas.
Desde então, em todos os Natais, iam ajudar o Pai Natal e faziam um boneco de neve mesmo que não nevasse.

Inês Sanches Tapada, n.º 9, 4.ºA
A magia de Natal

Na noite de Natal, estava um mendigo, sentado na rua vestido com umas calças velhas e sujas, uma camisola rasgada e com ar frágil a pedir esmola para comprar comida e roupa. De seguida levantou-se, olhou à volta e só via famílias divertidas e felizes que passeavam por ali. Viam montras, carregavam sacos e embrulhos e olhavam sem ver que o mendigo existia.
Desanimado e sem forças, chegou a uma rua que tinha uma fonte congelada e viu uma família de elfos a patinar naquela pista de gelo. Sentou-se numa pedra de gelo que ali estava e começou a contar os cêntimos que tinha para tentar saber se podia comprar comida e roupa para se aquecer. Infelizmente, ele não tinha o suficiente...e ficou muito triste.
A família de elfos ao vê-lo assim tão triste, dirigiu-se ao mendigo e perguntou:
- Por que é que estás tão triste?
- É Natal e eu queria comprar roupas porque estou cheio e frio e alguns alimentos porque estou cheio de fome! - desabafou o mendigo muito desanimado.
Os elfos sentiram compaixão e levaram-no para casa deles. Deram-lhe uma caneca de chocolate quente e sentaram – no junto à lareira para ele se aquecer.
Entretanto, os elfos foram preparar a cama para o mendigo descansar.
Quando chegou o fim do dia, os elfos deram-lhe um chá feito de umas ervas aromáticas fresquinhas do seu quintal, servido na melhor chávena brilhante que tinham.
De seguida, foram abrir os presentes e viram que havia um presente especial e este era para o mendigo.
A magia do Natal aconteceu! O mendigo abriu o presente e nem queria acreditar. Era uma mensagem carregada de generosidade que lhe iria trazer o que mais necessitava: uma casa e trabalho. E de rosto radiante, o mendigo agradeceu.
- Obrigado, queridos amigos. Nem estou a acreditar!
- Tu mereces - disseram os elfos muito alegres.
O mendigo foi comprar comida e roupa. A partir daqui nunca mais voltou a pedir dinheiro pelas ruas e ficou eternamente agradecido àquela família de elfos que mudou para sempre a sua vida.

Maria do Rosário Alemão, n.º 14, 4.ºA
O coelho Necas

O coelho Necas era um coelho branco como a neve, nariz cor-de-rosa e olhos azuis como o céu, vivia na toca de um velho carvalho num monte muito alto. A toca era castanha e lá dentro havia uma pequena mesa de
madeira com uma toalha vermelha e uma pequena cama, com ursinhos desenhados.
Num dia frio de inverno, ele pegou nas luvas, no chapéu e no cachecol e decidiu visitar o seu amigo porco-espinho.
O pequeno coelho tremia enquanto as fortes rajadas de vento o envolviam. O vento assobiava cada vez mais alto e os flocos de neve esbranquiçavam o caminho.
O pequeno coelho ainda não tinha andado muito quando de repente, viu uma pequena rã numa das margens a tremer de frio.
- Olá, amiga rã! - disse o pequeno coelho. - Estás com frio?
- Olá! O meu lago congelou e estou praticamente congelada! - exclamou a rã.
O coelho pegou na rã e levou-a para um pequeno lago que havia junto ao velho carvalho.
Continuando o seu caminho, encontrou um veado com os seus filhos completamente desabrigados.
- Nunca vi tamanha tempestade! - exclamou o veado assustado.
- Vou a caminho da casa do porco-espinho. - explicou o coelho. E tirou o gorro de lã da cabeça e ofereceu-o aos veados.
- Oh! Que quentinho! - exclamaram acomodando-se no gorro.- Obrigado pelo teu carinho!
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