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6º ano B

by Simone Muniz Faria

Pages 6 and 7 of 40

APRESENTAÇÃO
Há histórias que são passadas de geração a geração. Elas estão presentes em nossa vida porque foram contadas para nós desde que éramos muito pequenos.

Essas narrativas, que eram orais, passaram a ser escritas e transmitidas de diferentes maneiras. Por isso, atualmente, elas têm muitas versões diferentes. Além disso, alguns escritores recriaram essas histórias inventando novos finais ou inserindo outros personagens.

Ao longo das aulas, as turmas apreciaram várias dessas histórias e estudaram as características próprias deste gênero textual e puderam, ao final, dar asas à imaginação e produzir suas próprias histórias baseadas nas narrativas velhas conhecidas das turmas.

O resultado está neste livro, que, esperamos, seja apreciado sem moderação!
Boa leitura!

Alunos e alunas dos 6os anos A e B
Professora Luciana Jablonski
Alice no país das normalidades
Alice Nogarotto Hinrichsen
Nem acredito que tive que vir ao trabalho da minha irmã! Minha mãe cismou que sou muito pequena para ficar sozinha, quanta paranoia, o que poderia acontecer afinal? Minha irmã está lá atrás da mesa dela, anotando coisas. Pelo menos tenho um livro para ler, um que ela arranjou para mim, como tentativa de fazer eu não ficar no seu pé o dia todo enquanto ela trabalha. Vamos ver se o livro é no mínimo legível.
Não vai dar certo! Não posso ler isso, é horrível, simplesmente chato. De cinco palavras que leio não entendo o que sete querem dizer. Me resta ficar entediada. Espio minha irmã, que está concentrada. Ótimo! Vou ao terreno vazio que fica do outro lado da rua, talvez tenha alguma criança para brincar comigo por lá! Minha mãe ficaria furiosa, mas não ligo. De fininho saio pela porta. Não tentam me impedir. Não demorou muito para chegar ao terreno. Hoje não tem nenhuma criança aqui.
Minha mãe me contou que antigamente ela vinha aqui com seu gato, era um campo lindo, repleto de flores. Me sento em um tronco que está no chão. Fico lá sozinha por uns instantes, até um coelho branco sair de dentro do tronco onde eu estou sentada e ir correndo para dentro de um buraco em uma árvore. Como ele estava ali? Quando sentei, conferi e não tinha nenhum coelho dentro do tronco! Que estranho, melhor eu segui-lo mesmo tendo consciência de que o buraco da grande árvore não dá em nada, além do interior dela. Estava errada. Assim que entrei, comecei a cair e cair, como num buraco sem fundo. Tudo ficou preto e… não vejo mais nada.
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Acordei com uma pata peluda no meu rosto, numa salinha que tem uma única e minúscula portinha. Tem também uma mesa, com um frasco e um biscoito.
-Ora, ora. Achei que não fosse acordar. Minha ética não permitiria te deixar aqui!       Estou muito atrasado - me levantei meio tonta, e por que um coelho está falando?
-Onde estou?
-Bem, por enquanto em lugar nenhum. Agora coma isso.- ele me deu um biscoito, com uma etiqueta escrito "coma-me". -coma- repetiu ele com pressa.- preciso te levar até a rainha.
Obedeci. E repentinamente comecei a aumentar, e aumentar. Minha cabeça está batendo no teto, e minhas mãos enormes!
-O que é isso? - perguntei assustada.
-Pegue a chave em cima da mesa por favor- fiz o que ele disse -Beba isso- ele me deu um frasco com um líquido roxo, que também tinha uma etiqueta escrito "beba-me",
-Eu não sou boba, não vou beber, não mesmo!
-Te fará encolher.- deveria confiar naquele coelho falante? Resolvi que sim. De fato encolhi, só que até demais. Fiquei do tamanho dele.
-Ótimo!- comemorou- vamos. -O coelhinho pegou a chave na minha mini mãozinha e abriu a portinha. Rapidamente me puxou para dentro do lugar. Era lindo, e muito bizarro. As flores eram gigantes, acho que por conta de eu estar pequena.
-Sem perguntas! Vamos mais depressa.
Após séculos andando, chegamos a um lindo palácio, rodeado de guardas com armaduras listradas, listras roxas e azuis. O palácio é todo estampado nessas cores, e as flores eram todas sem exceção de nenhuma, azuis e roxas. 
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-Entre, entre.
-Por que estamos aqui coelho?
-A Rainha Listrada, ela quer sua cabeça.
-Como assim?- perguntei assustada, recuando- não fiz nada para ela!
-Não importa, ela quer. Me mandou buscar você. Me desculpe, era ou você ou eu.
Um moço com um chapéu enorme e um cabelo laranja apareceu. Suas roupas eram tão geométricas e coloridas!
-Que bom que chegou! A rainha listrada já estava surtando.- O homem de chapéu estava me olhando, ele parecia meio louco.
-Sim Chapeleiro Pirado, vou levá-la até a Rainha agora.
A tal Rainha estava sentada em um grande trono.
 -Olá pequena Alice!- após ela dizer isso começou a rir descontroladamente. -Entendeu? Por que você está minúscula- ela cutucou o coelho que estava ao seu lado com força, usando seu cetro. -Ria- ordenou entre dentes, o coelho não ousou desobedecer.
-Rainha, por que a senhora quer minha cabeça?
-Não faça perguntas! Você sabe muito bem garotinha- gritou ela- Cortem-lhe a cabeça!
Um soldado se aproximou por mim e não vi mais nada, de novo.
-Filha, Alice!- minha mãe estava me chacoalhando. -Acorde querida.
Eu estava no hospital.
-Mãe, o que faço aqui?
-Ora! Sua garotinha irresponsável! Fugiu do trabalho de sua irmã, e ainda se meteu numa árvore.
-O que aconteceu? 
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-Você entrou numa árvore, que tinha um buraco que dava debaixo da terra, caiu e bateu a cabeça, por sorte uma moça viu você entrando e avisou para a gente! Você poderia ter morrido, Alice.
Então eu estava alucinado aquele tempo todo? Não existiu nada daquilo? O coelho atrasado, a Rainha Listrada, o Chapeleiro Pirado, o biscoito e o líquido que diminuem e aumentam? Mas o coelho apareceu antes de eu cair.
-Mãe… Mas e o coelho?
-Que coelho Alice?
-O coelho falante, atrasado…
-Querida você está cansada. Descanse ok?
Esse dia foi estranho. E eu tenho certeza que não tinha sido só imaginação, não é possível.


Moral da história: Nunca siga um coelho branco. 
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======================OS PATINHOS=========================
F E I O S
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Ana Carolina Moura De Souza E Souza
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Era uma vez uma família de patos. uma manhã, Mamãe Pata chocava seus ovos à espera de seus filhotes. No ninho havia 7 ovos com filhotes prestes a nascer e nessa mesma manhã os ovos nasceram!
Todos os seis filhotes nasceram lindos, menos um! O último filhote era bem diferente dos outros.
Todos os animais faziam bullying com ele, até mesmo os irmãos. A mãe tentava proteger seu bebê o máximo possível.
O patinho, triste e revoltado, foi embora da fazenda que estava com sua mãe e seus irmãos e atravessou o outro lado do rio até achar um lugar pra ficar.
Só que, justo naquela época, era outono e sua comida já tinha acabado, por isso foi procurar outro lugar.
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Um fazendeiro viu o pato cheio de frio e resolveu ceder sua casa a ele até ele crescer…
Passando esse período, o patinho cresceu bastante e como não tinha mais espaço pra ele, o fazendeiro o devolveu ao lago. O patinho percebeu que tinha um pato branco na água e ficou se mexendo e percebeu que aquele patinho branco era ele.
Todo feliz e contente, gritou:
-Eu sou um cisne, eu sou um cisne!
Ficou tão radiante que foi direto procurar sua família, pois sabia que seus irmãos não eram os patinhos que o rejeitava.

Moral da história: Nunca julgue o livro pela capa porque os patos estão até hoje sem graça enquanto o cisne está grande e belo.
E essa foi a escrita da paródia e eles viveram felizes para sempre.
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A tartaruga e uma lebre
Antonio Taiki Tanaka Senra
Era uma vez uma tartaruga e uma lebre. A lebre sempre zombava da tartaruga dizendo:
-Você é muito lerda, como consegue viver nessa velocidade?
Então, um dia a tartaruga propôs uma corrida para a lebre no dia seguinte. A lebre, muito confiante, riu e aceitou. No mesmo dia, a tartaruga foi atrás da sua amiga raposa. Ela é conhecida na floresta inteira por guardar peças dos humanos. A tartaruga fez um pedido para a raposa e ela, que é muito inteligente, conseguiu fazer o que a tartaruga havia pedido com suas peças.
No dia seguinte, a lebre e a tartaruga chegaram no local da corrida. A lebre, extremamente confiante, só tinha uma pergunta:
-O que é isso nas costas da tartaruga?
Mas isso não preocupava a lebre, pois ela sabia que iria vencer.
Então a corrida começou, e a lebre até deixou a tartaruga sair na frente, mas logo que a tartaruga deu seu primeiro passo, ela ativou o seu aparelho que a gente chama de mochila a jato. A lebre tomou um susto ao ver a velocidade que a tartaruga estava indo, e começou a correr o mais rápido possível, mas não estava alcançando a tartaruga “voadora” e ela estava cada vez mais perto da linha de chegada. A tartaruga atravessou a linha de chegada, mas a mochila a jato estava tão rápida que a tartaruga não conseguia parar, até que ela bateu em uma árvore e se machucou, tendo que ficar vários dias de cama, apesar de ter vencido a corrida.

Moral da história: A tecnologia ajuda, mas não se pode depender somente dela.  
9
O gato sem botas
Bethanea Lima e Sampaio
  Gato sem botas era um gato muito azarado, ele sempre se metia em encrenca e sempre saía machucado. Um dia, ele foi jogar na loteria e perdeu o seu bilhete, mas ele tinha decorado os números do bilhete e descobrira que havia ganhado, mas nada podia fazer porque o bilhete não havia achado.
   Mas mesmo com todo o azar ele ainda sorria, sorria de alegria quando o dia amanhecia, porque ele achava que o dia aparecia para ele, por isso ele sempre levantava antes do sol para cantar e acordar o dia, ele era o primeiro a dar bom dia ao dia.
    O padeiro, que sempre o ouvia cantar pelas manhãs, resolveu chamar o gato para cantar na sua padaria. O gato logo aceitou, pois tudo dava errado na sua vida, e ele não poderia perder a oportunidade de cantar na padaria.
    O padeiro ficou muito feliz ao saber que o outro havia aceitado, e prometeu ao gato que se ele fizesse o seu trabalho bem ele receberia um presente muito especial. O gato logo ficou feliz ao saber que ele iria receber um presente, e ainda receberia dinheiro, e tudo isso só para fazer o que ele gostava de fazer, cantar.
     Então assim foi, o gato todo dia ao meio dia ia para a padaria cantar, sempre com um canto incrivelmente bonito, qualquer um que passasse ali parava para ouvir o gato cantar. E, com isso, o padeiro ia ganhando dinheiro e clientes novos, e ficando feliz por chamar aquele gato azarado para cantar em sua padaria, aquele com certeza foi seu melhor investimento, o padeiro pensava consigo mesmo.
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E assim se passou um mês. O gato estava ansioso para receber seu salário, e seu tão esperado presente. Nesse dia, quando chegou à padaria, foi correndo falar com o padeiro. Ele estava muito ansioso para esperar o padeiro ir falar com ele. Quando encontrou o padeiro, já estava dando pulinhos de felicidade, e o padeiro já sabia o porquê. O gato nem começou a falar e o padeiro já estava com o envelope de dinheiro em uma mão e na outra uma caixa branca, toda enfeitada com um laço gigante em cima. Os olhos do gato brilharam quando viu aquela caixa toda cheia de fru-fru, e o melhor de tudo era que aquilo era para si.
     Ele rapidamente pegou a caixa da mão do maior e a abriu na velocidade da luz. E quando ele viu o conteúdo daquela caixa que tanto ansiava por tanto tempo, ele sorriu. Dentro dela havia um lindo par de botas pretas, o gato se encantou com a beleza delas, eram lindas, não, eram maravilhosas. Ele as pegou e experimentou e ficaram perfeitas em suas patinhas. Ele ficou super feliz com aquele presente, mas ficou ainda mais feliz quando ele deu um grande abraço do padeiro.
      E nesse emprego de cantor ele ganhou um lindo par de botas e um amigo inesperado. E depois disso o gato nunca mais tirou as botas das patinhas, e todos começaram a chamar de gato de botas.
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A Raposa e os morangos 
Davi Grossklags e Senna
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Era uma vez uma raposa que adorava frutas. Devorava tudo o que aparecesse na sua frente: maçã, banana, manga, laranja, uvas, mas suas favoritas eram os grandes morangos do bosque perdido que ele só comeu uma vez na vida. Quando a raposa ainda era uma criancinha, seu pai colheu apenas um e, ao botar na boca, viveu os melhores segundos da sua vida. Desde então, ele procurava o bosque perdido, mas nunca encontrou, até que um dia achou um esquilo que falou assim:
-     Olá, você não é daqui, é?
-     Não, eu vim procurar o bosque perdido.
-     Eu acabei de chegar de lá! Os morangos são deliciosos, não?
-     Sério? Você poderia me levar até lá? Por favor!
-     Claro, é só ir por aquela trilha ali.
-     Obrigada, muito obrigada!
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