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Orientações para a escrita de TFC

by Adilia da Costa e Silva

Pages 4 and 5 of 65

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Instruções para a Elaboração de Monografias
By Adília Silva

Email institucional: asilva@fe.umn.ed.ao
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Introdução

Sabemos como é difícil escrever um trabalho final de curso (monografia), sobretudo quando não se tem a mínima noção do que se deve fazer, os passos que devem ser seguidos e/ou regras a cumprir. Por vezes temos tantas ideias na cabeça, que podem até ser boas, mas que não conseguimos transpor no papel. Quando o fizemos, parece que nada faz sentido. Também se torna muito mais complicado quando não encontramos a bibliografia “exata”, aquela que achamos que resolverá o nosso problema. Sobretudo quando achamos que já procuramos demasiado (e temos até material em “excesso”), mas mesmo assim, nada aparece, ou o que aparece, de nada serve. Por isso, com base em algumas referências, apresento-vos o que poderá ser a vossa base para a realização de trabalhos. Pelo menos, servirá para “vocês” que estiverem a trabalhar comigo, pois é geralmente isso que procuramos nas monografias.
Mas antes disso, gostaria que tivessem em atenção que:
  a) É extremamente importante que o assunto sobre o qual queremos escrever tenha “tocado” de alguma forma os nossos sentimentos. Se assim for, torna-se mais fácil trabalhar: definir objetivos, identificar problemas de pesquisa, definir as questões de investigação, buscar informação. Porque quando não temos paixão por aquilo que queremos fazer, podemos facilmente ser manipulados (trocar de tema com facilidade, por exemplo), ou não conseguirmos detalhar o que pretendemos.

b) O mais importante antes de tudo, é o começo.
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Não importa se estamos certos naquilo que estamos a fazer naquele momento. O mais importante é que comecemos de alguma forma. Porque se começarmos a colocar no papel, ou no word (computador) já que é o mais usado atualmente, aquilo que vai na mente naquele momento, chega uma fase em que percebemos que já não estamos tão perdidos como parecia, temos alguma informação anotada que possivelmente poderá precisar ser arrumada.

    c) É importante lermos sobre aquilo que queremos falar. Buscar o máximo de informação possível. É através dessa informação que poderemos encontrar lacunas que poderão sustentar a nossa investigação. É a partir dessa informação ou falta de informação que poderemos identificar possíveis problemas de investigação.

    d) Se for a nossa paixão desenvolver aquele tema, não devemos aceitar que alguém nos diga que não vamos conseguir. Podemos sim e devemos ouvir a opinião das pessoas sobre aquilo que queremos fazer, analisar em todas as vertentes o que nos dizem. Mas nunca aceitar que não somos capazes de o fazer. Se o aceitarmos que não conseguimos elaborar uma monografia, porque alguém o disse, então não somos mesmo capazes de nada e se calhar nem deveríamos estar numa instituição de ensino superior.

e) Nenhum ser humano é perfeito. Portanto, é normal que cometamos erros. O mais importante é sabermos reconhecer que erramos, não sabemos tudo e que os colegas também podem nos corrigir, dar opiniões, ideais super relevantes
Mesmo quando temos dúvidas, devemos sempre procurar aquela pessoa que sabemos que poderá nos ajudar, nunca subestimando os outros. 

O que vos apresento aqui, é uma base. Aconselho sempre a procurarem por literaturas sobre metodologias de investigação.
Espero que estas instruções possam ser úteis para vocês.
Estrutura de uma Monografia

1. Capa
Todo trabalho tem uma capa, que deve permitir identificar logo a partida o autor ou autores e o trabalho (título do trabalho). Geralmente temos na capa o logotipo da instituição, o curso, o título do trabalho e subtítulo, nome do autor, data (ano). Para o nosso caso, vamos seguir o Regulamento dos Trabalhos de Fim de Curso (RTFC) da Faculdade de Economia da Universidade Mandume Ya Ndemufayo (FEUMN).

1.1. Contracapa ou página de rosto
Vem logo a seguir a capa. Além da informação que temos na capa, aqui acrescentamos o nome do orientador. O RTFC da FEUMN diz que é facultativo, isto é, é nossa opção colocarmos ou não. Mas sabemos que é melhor termos uma segunda capa.

2. Dedicatória
A dedicatória não tem que ser extensa. Basta que sejam algumas palavras singelas, sinceras para alguém especial. 

3. Agradecimentos
O RTFC não apresenta agradecimentos. Mas é de bom tom termos sempre agradecimentos nos trabalhos, para mostrar a nossa gratidão por todos aqueles que contribuíram para a realizar do trabalho, mesmo que de uma forma indireta, quer sejam indivíduos ou instituições.  

4. Resumo
O RTFC da FEUN diz que o resumo deve aparecer depois dos índices e lista de símbolos, abreviaturas e siglas. O resumo é o primeiro
ponto que desperta ou não o interesse pelo trabalho. Assim como regulamentos de outras instituições, vamos sempre colocar o resumo antes dos índices, ou seja, logo após aos agradecimento colocamos o resumo.
O resumo é uma síntese do trabalho apresentado e, portanto, deve constar dele apenas as questões mais relevantes, tais como o tema, os objetivos, a metodologia, os resultados e as conclusões. Não deve ser cópia nem da introdução e nem da conclusão, e não ser extenso. Dependo das regras de cada instituição elas podem chegar até as 500 palavras. Deve-se procurar ser claro e conciso, evitando generalidades; deve ser redigido em um único parágrafo, de forma simples, coerente, com cabeça, tronco e membros (as frases não podem ser cada uma referindo a um tópico diferente). Não deve conter citações bibliográficas, tabelas, quadros, figuras ou qualquer outro tipo esquema. 
O resumo pode ser no formato estruturado ou no formato com estrutura não explicitada. No resumo estruturado destacamos os objetivos, métodos, resultados e conclusões. Já no resumo com estrutura não explicitada não destacamos esses aspetos. Exemplo.

* Resumo estruturado
A redação deve ser feita com frases curtas e objetivas, organizadas de acordo com a estrutura do trabalho, dando destaque a cada uma das partes abordadas, assim apresentadas: Introdução - Informar, em poucas palavras, o contexto em que o trabalho se insere, sintetizando a problemática estudada. Objetivo - Deve ser explicitado claramente.
Métodos - Destacar os procedimentos metodológicos adotados com informações sobre população estudada, local, análises estatísticas utilizadas, amostragem, entre outros. Resultados - Destacar os mais relevantes para os objetivos pretendidos. Os trabalhos de natureza quantitativa devem apresentar resultados numéricos, assim como seu significado estatístico. Conclusões - Destacar as conclusões mais relevantes, os estudos adicionais recomendados e os pontos positivos e negativos que poderão influir no conhecimento.

a) Ex. Pesquisa quantitativa: Introdução - Destaca a influência da internet no processo da comunicação científica de pesquisadores da área de saúde pública do Brasil. Objetivo - Conhecer a influência da internet nas atividades acadêmico-científicas dos docentes da área de saúde pública e as alterações provocadas pela inserção das novas tecnologias da informação no processo da comunicação científica. Métodos - A população foi constituída por 372 pesquisadores vinculados aos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva das Instituições de Ensino Superior no Brasil, nos níveis Mestrado e Doutorado, cadastradas no sistema CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), no ano de 2001. Para a obtenção dos dados optou-se pelo uso de questionário via internet. Para os que não responderam o instrumento eletrônico, foram enviados questionários impressos. Resultados - A taxa de retorno dos questionários eletrônicos e impressos foi de 64,8%. O uso da internet foi apontado por 95,0% dessa comunidade, sendo o correio eletrônico (92,1%) e a web (55,9%) os recursos mais utilizados, diariamente. 
A influência mais marcante da internet foi na comunicação informal entre os docentes, principalmente para o desenvolvimento de pesquisas, propiciando maior colaboração com colegas de instituições brasileiras e de outros países. Quanto à divulgação de resultados de pesquisa, ainda há predominância dos formatos impressos, sendo principalmente, em artigos de periódicos de circulação nacional. Os docentes que declararam não utilizar a internet argumentaram a falta de tempo e facilidade de conseguirem de seus colegas o que precisam. a)    Conclusões - Os dados mostram que a internet influenciou no trabalho dos acadêmicos e vem afetando o ciclo da comunicação científica, principalmente na rapidez com que a informação pode ser recuperada, porém com forte tendência em eleger a comunicação entre os pesquisadores como a etapa que mais passou por mudanças desde o advento da internet no mundo acadêmico brasileiro. 
Palavras-chave: Programas de Pós-Graduação; Pesquisadores; Tecnologia da Informação; Internet; Saúde Pública. 

b) Ex. Pesquisa qualitativa: Introdução - A abordagem sobre a humanização de serviços de saúde diz respeito à atuação baseada nos valores do homem, na sua capacidade de compreensão, simpatia e espírito de cooperação social. Consiste em considerar o paciente na sua integridade física, psíquica e social, e não somente de um ponto de vista biológico. Objetivo - Compreender o significado de humanização na instituição hospitalar de acordo com a visão dos administradores do local. 
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