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Pinceladas na Literatura

by Dina Sarabando

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Era uma vez um reino mágico no qual todos os instrumentos de pintura ganhavam vida... Esse reino recebeu, um dia, o nome de «Serafim Leite».
E sabem uma outra coisa? Sem ninguém se aperceber, as elegantes e tão marotas letras, sílabas e palavras tinham a mania, neste tal espaço bem artístico, de se unir aos irrepreensíveis pincéis, lápis e tintas, de variadíssimas cores, dançando em conjunto e, assim, foram aprendendo que não conseguiam viver isoladamente! Acreditem que é verdade!
E quem nunca deixava de permanecer, na primeira fila, eram os alunos e os professores que receberam das mãos da rainha o título de «convictos espectadores».
Vamos espreitar o que andam a fazer, neste tal reino?

Dina Sarabando
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Num ancoradouro, dois barqueiros, um Anjo e um Diabo, verdadeiros juízes que aguardam por passageiros que viajarão rumo ao outro mundo (o Inferno ou o Paraíso). Este é o pano de fundo criado por Mestre Gil Vicente, dramaturgo da corte portuguesa, no século XVI, que não só nos levará a conhecer, no palco, o juízo final das almas após a morte, como também toda a sociedade da época.
Esta peça foi representada, pela primeira vez, em 1517, e denomina-se «Auto da Barca do Inferno».
Gil Vicente foi contemporâneo dos Descobrimentos mas, contrariamente a Camões, que exaltou os feitos portugueses, realizou uma crítica bem mordaz, caricaturando a sociedade portuguesa epocal...

Miguel Loureiro
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